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  O MÚLTIPLO PASOLINI   A imagem de Pasolini projetada para o mundo foi a de cineasta. Uma forma muito reducionista de classificar alguém com tamanho volume de atividade e produção intelectual. Um raro momento em se pode conhecer um pouco mais de sua trajetória foi o livro da professora Maria Betânia Amoroso (Unicamp). Creio que essa breve resenha publicada em A Tarde Cultural contribuiu para a sua visibilidade.
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  O EVANGELHO DE PASOLINI   A leitura mais realista sobre a vida de Cristo. Depois de perseguido, o filme O Evangelho segundo são Mateus foi premiado pelo Vaticano. Certamente, a melhor criação de Pasolini com uma estética de poesia e imagem para falar de sacrifício e liberdade mítica. O controverso cineasta ganha nova face no cenário cultural italiano ao expor mais uma de suas inquietações. Na passagem dos 30 anos do seu lançamento, apresentei essa breve reflexão publicada no suplemento A Tarde Cultural, com destaque de capa.  
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  ADEUS À GALERIA 13   Salvador vivia um momento que não se aceitava bem o fechamento da Galeria 13, espaço alternativo que favorecia a cultura popular. Só quem frequentava o local sabia a falta que ia fazer na boemia do centro da cidade. Uma galeria dinâmica, abrigo de artistas de todas as linguagens e tendências, gerenciada pela veia anarquista do saudoso multi Deraldo Lima, estava na contagem regressiva para fechar as portas. Na época, a motivação de escrever e publicar algo foi imediata. A Tribuna da Bahia acolheu e publicou.
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GENTE DA BAHIA   Nosso colega, o jornalista e pesquisador Gutemberg Cruz, autor de vários livros, sempre nos dá o prazer de uma boa leitura. Nesse livro ele apresenta personalidades baianas em pequenos textos para curiosos e interessados. Atualmente, a publicação está esgotada, portanto obra rara. Na época do lançamento, eu aproveitei a ocasião para escrever uma breve resenha, publicada em A Tarde Cultural.   
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COMUNICAÇÃO E REBELDIA   O livro do professor e pesquisador Florisvaldo Mattos está na 2ª edição. Reli e dediquei uma maior atenção a essa publicação que recomendo. Todo mês de agosto é tempo de lembrar e refletir sobre esse movimento na história brasileira para repensar a nossa construção social. Trabalho único na área da comunicação que deve estar nas referências das pesquisas e nas discussões fora do meio acadêmico. Minha resenha foi publicada na revista Outros Tempos da Universidade Estadual do Maranhão.  Quem quiser acessar, aproveite. Segue o link:   https://outrostempos.uema.br/index.php/outros_tempos_uema/article/view/698/pdf  
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  FILOSOFIA AFRICANA E AÇÕES AFIRMATIVAS   O livro de Adilbênia Machado é uma das grandes produções acadêmicas do início do século. O original da dissertação de mestrado é o texto mais consultado da Universidade Federal da Bahia, segundo dados do Programa de pós graduação em Educação. Ainda no período do lançamento, tive acesso ao livro com o compromisso imediato de escrever sobre as impressões de encantamento, formas de aprender, racismo científico e ações afirmativas. Esta resenha foi publicada pela revista Escritas do Tempo da Unifesspa.   Link para leitura: https://periodicos.unifesspa.edu.br/index.php/escritasdotempo/article/view/1306/585  
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BUENA VISTA SOCIAL CLUB       Um momento muito feliz foi quando escrevi essa resenha sobre o filme documentário de Win Wenders sobre a velha guarda da música cubana. As imagens remontam aos anos 1940 e exploram o sentimento de humanidade daqueles que traziam no sangue o talento musical adormecido. Histórias individuais que se entrelaçam e marcam um novo encontro de artistas que já estavam esquecidos. Depois de assistir algumas vezes, a motivação me levou a analisar o filme nesse texto publicado em A Tarde Cultural.   
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  LEMBRANÇAS DO PASQUIM   O Pasquim foi um semanário classificado como da imprensa alternativa. Circulou entre os anos de 1969 e 1991 como um dos maiores fenômenos do mercado editorial brasileiro. A iniciativa dos jornalistas Tarso de Castro e Sérgio Cabral com o cartunista Jaguar tinha um perfil alinhado com a contracultura e de oposição ao regime militar. As abordagens sobre comportamento e política simbolizavam a indignação pública. Sua coleção se encontra disponível no arquivo da Biblioteca Nacional < https://bndigital.bn.gov.br/dossies/o-pasquim/ > completamente digitalizada. A matéria que segue foi publicada no jornal Tribuna da Bahia pela passagem dos seus 30 anos.
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  EM NOME DA SAÚDE MENTAL   A virada do século herdou o legado do escritor Roberto Freire, médico criador da somaterapia, um método libertário da criatividade. No lançamento de um dos seus últimos livros, o romance Liv e Tatziu, ele falou sobre sua obra. Numa conversa descontraída, em Salvador, ele deixou claro que o maior objetivo dos seus livros é dar saúde mental às pessoas. São de sua autoria Ame e dê vexame e Sem tesão não há solução . A matéria que segue é um registro do momento.    
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  EM DEFESA DA DIÁSPORA AFRICANA   O que antes era ponto de fuga para o Quilombo Buraco do Tatu, hoje é um monumento reconhecido como patrimônio cultural afro-brasileiro e voltado para a conservação ambiental. Assim, o Parque Pedra de Xangô integra o espaço geográfico da cidade do Salvador, a partir de uma luta travada pela comunidade local junto ao poder público. É disso que trata o livro da advogada e arquiteta Maria Alice Pereira da Silva. O conteúdo gerou a resenha que segue publicada pela revista Odeere da Uesb. Link para leitura:  https://periodicos2.uesb.br/index.php/odeere/article/view/6502/4844  
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  NA CORRENTEZA DO POVO IJEXÁ   Grande surpresa saber que o povo ijexá sempre esteve presente entre aqueles  de origem africana em meio à civilização iorubá. O livro do professor e pesquisador Vilson Caetano de Sousa Jr. proporcionou ampliar o conhecimento sobre as vertentes da diáspora negra na Bahia. Uma leitura que traz muita expectativa e ajuda a reconstruir um discurso livre de amarras etnocentristas. Portanto, aprendemos que o ijexá foi mais um dos grupos trazidos para as Américas na última fase do tráfico negreiro. Após o lançamento, tive a rara felicidade de escrever uma resenha sobre esse livro, publicada pela revista Calundu da UnB. Link para leitura:  https://calundu.org/wp-content/uploads/2020/06/06.-marcos-rodrigues-preservac3a7c3a3o-ancestral-silenciosa.pdf    
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CONVERSA COM LOYOLA BRANDÃO      Um raro privilégio que tive foi conhecer pessoalmente o escritor Ignácio de Loyola Brandão quando esteve em Salvador para o lançamento do livro Sonhando com o demônio. Antes, ele fez um bate papo no Teatro Vila Velha sobre a forma de escrever e suas fontes de inspiração. O entusiasmo do momento resultou nessa matéria publicada no jornal Tribuna da Bahia.   
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ALAFIN DE OYÓ NA BAHIA O Seminário Internacional para Preservação do Patrimônio Cultural Compartilhado Brasil-Nigéria marcou a passagem pela Bahia do detentor legítimo do poder da coroa de Xangô em Oyó. A diáspora africana de Salvador passou uma semana de intercâmbio com a comitiva nigeriana liderada pelo Alaafin Oyo, Obá Ladeyemi III. Este breve vídeo documentário faz uma leitura testemunhal sobre o evento ocorrido em julho de 2014. Link para assistir    https://www.youtube.com/watch?v=7EcTLheREQA&t=84s  
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 O PRECURSOR DAS AÇÕES AFIRMATIVAS    Resenha do livro: GLEDHILL, Sabrina (org.). (Re)apresentando Manuel Querino - 1851/1923: um pioneiro afro-brasileiro nos tempos do racismo científico. Salvador: Sagga editora, 2021. 194 p.       O livro organizado pela pesquisadora Sabrina Gledhill nos apresenta ou reapresenta a trajetória do intelectual e ativista baiano Manuel Querino (1851-1923), um pioneiro na construção do discurso civilizatório afro-brasileiro, nos tempos do racismo científico, conforme anunciado na capa. Nascido em Santo Amaro (BA), ainda no período colonial, Querino certamente pode ser considerado o precursor da luta por ações afirmativas da população negra, com base nos lugares que ocupou como educador, sindicalista, político, etnólogo e escritor.      Link para leitura:  https://www.cadernosuninter.com/index.php/humanidades/article/view/2875    
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                                               GRUPO AGÔ ILÙ       Este vídeo apresenta um resumo da formação do grupo Agô Ilù a partir de uma oficina de música percussiva, ministrada pelo músico percussionista Léo Jesus, entre os meses de setembro e novembro de 2022, no Centro de Estudos dos Povos Afro-Índío-Americanos (Cepaia) da Universidade do Estado da Bahia (Uneb). Clicar no link para assistir  https://www.youtube.com/watch?v=XMGg1x1MIng
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  ORIGENS DAS AÇÕES AFIRMATIVAS NA DIÁSPORA AFRICANA Resenha do livro GLEDHILL, Sabrina. Travessias no Atlântico Negro : Reflexões sobre Booker T. Washington e Manuel R. Querino. Salvador: Edufba, 2020. 300 p.      Esta resenha apresenta um trabalho de investigação comparativa a partir do período final da escravidão nas Américas e amplia os espaços de discussão e reflexão sobre a diáspora africana. Uma abordagem cujo enfoque é o protagonismo negro na diáspora do atlântico americano. O texto foi aceito e publicado pela revista Interações Sociais da  Universidade Federal de Rio Grande – FURG .  Link para leitura:  https://periodicos.furg.br/reis/article/view/13730/9916  
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  A REVOLTA DOS ALFAIATES E A COMUNICAÇÃO A cidade do Salvador foi cenário da Revolta dos Búzios ou Revolta dos Alfaiates,   ocorrida no fim do século 18, em agosto de 1798. Sob forte influência da Revolução Francesa, a intenção era separar o Brasil de Portugal, abolir a escravidão e criar a República. A memória do movimento parece ter caído num lugar comum com a persistência de alguns em tornar heróis os líderes Lucas Dantas, Luis Gonzaga, João de Deus e Manoel Faustino, condenados a forca. Acredito que até hoje um elemento passa totalmente despercebido ao longo de todo o período colonial, a comunicação. Todos os anos, nesse período, revejo passagens do livro A Comunicação Social da Revolução dos Alfaiates , do jornalista e professor Florisvaldo Mattos. Resultado da sua dissertação de mestrado na Universidade Federal da Bahia, é um trabalho pioneiro como estudo de comunicação transversal ao fato histórico em questão. As marcações oportunas dão mostra da educação já deform...
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    ATELIÊ ZUMVI, A rquivo Fotográfico       Eis a primeira produção audiovisual de minha autoria, realizada com determinação e  alegria.  Este trabalho apresenta o acervo do fotógrafo baiano Lázaro Roberto que registra há mais de 30 anos a diáspora africana e as manifestações do Movimento Negro em Salvador. São mais de 30 mil negativos sobre a performance de luta e o cotidiano da população negra em suas várias vertentes. A ideia é apresentar o espaço e o seu fundador, ilustrando com imagens, para mostrar sua importância etnológica para a antropologia visual .        Exibição pelo link:  https://www.youtube.com/watch?v=hxCZ8FwxWlk&t=3s
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       A VOLTA DO CABOCLO E DA CABOCLA      Quem ainda não foi deve desencantar e acompanhar o cortejo da volta do caboclo e da cabocla, símbolos da festa do 2 de julho. Início da noite. Breve concentração no Campo Grande, a orquestra do maestro Reginaldo aquece o som, enquanto os puxadores preparam os carros alegóricos.   O ritmo convida casais a dançar e preparar o coração para o trajeto. De repente, uma salva de fogos anuncia a partida e a charanga sai na frente tocando frevo, atraindo a atenção de todos no entorno. Os dois carros puxados por um grupo de homens padronizados saem em seguida perante olhares de admiração e fé. A velocidade é uma só para quem tem fôlego e não quer perder a viagem.      Transito interrompido nos cruzamentos, vendedores e fregueses se abancam nas portas das lojas, moradores se debruçam nas janelas dos prédios pra ver o par de imagens passar sob aplausos e ovações numa velocidade rítmica que poucos ...
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COLONIALISMO E DESCOLONIZAÇÃO Nesta resenha trago minhas impressões sobre a organização do livro da multiartista portuguesa Grada Kilomba, que revela os tentáculos do racismo na contemporaneidade. Um volume de impacto sobre as vertentes e os desdobramentos da política de dominação racializada. O texto foi publicado na revista ACENO - Revista de Antropologia do Centro-Oeste, da Universidade Federal do Mato Grosso.    Para leitura no link:  10.48074/aceno.v8i17.12227