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Mostrando postagens de maio, 2022
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    O CEAO EM PERSPECTIVA   Neste mês de maio o Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO) da UFBA entrou em cartaz com uma programação depois de algum tempo sem nada para atrair o público ao local. A primeira atração foi a exposição fotográfica Mulheres Ilê Aiyê no século XXI , de Alberto Lima, militante que decidiu investir no mundo da imagem e já detém um acervo valioso sobre a comunidade afro-brasileira. A mostra incluiu o lançamento de cartões-postais em homenagem aos 40 anos de fundação do bloco afro mais antigo da cidade e às mulheres que promovem educação, cultura e a cidadania. Os painéis exibem dignidade e a importância do papel feminino numa cidade que faz de conta que a discriminação não existe. O espaço do CEAO volta a ser utilizado por quem participa direta ou indiretamente das causas e das relações etnico-raciais, seja no plano da militância, seja no plano dos estudos científicos. Vale destacar a roda de conversa com a primeira participação da professora...
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  O OLHAR ANGOLANO SOBRE O COMÉRCIO DE RUA DE SALVADOR   O comércio de rua sempre fez parte do cenário da cidade e representa um aspecto marcante desde o período colonial. Impossível ignorar a presença de africanos e crioulos, na viabilidade urbana pela força de trabalho e em suas dimensões socioculturais, cujas influências sobre hábitos e símbolos locais são evidentes. Esse cotidiano, sob o olhar da contemporaneidade, é o que nos apresenta o Doutor Orlando Almeida dos Santos, na sua tese Dos Cantos aos Camelódromos: Comércio de rua e territorialidade negra no Centro Antigo de Salvador , defendida no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal da Bahia. O autor situa os contextos históricos nos quais se desenvolveram as atividades comerciais na linha da informalidade. Nascido e criado em Luanda, habituado ao cotidiano das feiras e dos mercados populares, não só frequentou como vendeu pequenas iguarias feitas por sua mãe, pra ajudar na renda fa...